quero beijar tua luz em mim
ainda que atravesse mares a nado
à correnteza de teus flames.
quero deixar teu calor enfim
para que enterres teu passado
n'água clara
ainda que em negrume enema
arranques de mim tuas sílabas
dissipadas.
quero tua cor aqui
viva e plácida
como o retorno inexorável
da borboleta morta
em teu ombro vívido.
quero tua boca escancarada
para que meus beijos
lúcidos penetrem tua alma lânguida
e corrompam tua insólita e insistente tentativa
de deixar-se à deriva ao afastar-se de mim.
COPYRIGHT texto Renata Gabriel


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